UTILIZAÇÃO DO CLIENTE SSH PuTTY

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  1. Ao contrário do TELNET, o cliente para SSH não vem instalado no Windows, sendo, portanto, necessário instalar algum. Um dos mais conhecidos e de melhor desempenho, além de ser freeware, é o PuTTY ( http://www.chiark.greenend.org.uk/~sgtatham/putty/ ), cujo funcionamento básico será descrito nesta documentação.

Para praticamente todas as operações, é necessário apenas o executável, os demais programas são ferramentas e utilitários para um uso mais avançado ou mais específico.

  1. A ser executado, o PuTTY exibe a seguinte janela:

A divisão da esquerda possui uma espécie de índice, enquanto a da direita mostra os parâmetros de configuração. Como se pode perceber, além do SSH, o PuTTY também implementa outros dois protocolos para emulação de terminais: o Raw e o próprio Telnet. Não existe muita diferença no funcionamento geral do programa para cada um deles. Neste trabalho, serão discutidos apenas os pontos relevantes para o protocolo SSH.

  1. Inicialmente, vamos definir as condições básicas para o funcionamento do protocolo. Assim, na guia da esquerda, seleciona-se o item "SSH". Nele, as opções default não atendem da melhor forma as necessidades, sendo necessário portanto fazer uma pequena modificação no ponto assinalado na figura a seguir.

Por padrão, o PuTTY vem configurado para conexões através do protocolo SSH versão 1, o qual vem sendo substituído pela versão 2, que possui uma segurança maior (o servidor SSH utilizado na FACIN permite o uso das duas versões). Assim, sempre que possível, deve-se procurar alterar o padrão para version 2.

  1. Pode-se agora configurar as opções do terminal, o que é feito na opção "Window", que exibe os parâmetros mostrados na figura a seguir.

Embora as opções padrões normalmente atendam as necessidades, pode ser interessante, sobretudo para  quem possui um monitor maior, aumentar o número de linhas ou colunas da janela do emulador.

OBS: Estas definições servem para a abertura da janela, não impedindo seu redimensionamento posterior.

Além disso, sempre é útil possuir um grande número de linhas de scroolback, o que permite  rever o trabalho e eventualmente resgatar algum comando antigo. Um valor de 2000 no campo "Lines of scrollback" pode ser, portanto, mais interessante que os 200 programados por padrão.

Muitos também podem decidir que é interessante alterar as cores padrão (branco sobre preto). Para tanto, deve-se buscar a opção "Colours", na janela da esquerda, e configurar o padrão mais agradável ao usuário.

As demais opções geralmente não precisam de maior atenção e, embora possa vir a surgir alguma situação especial que demande a sua alteração, isso é absolutamente incomum.

  1. Definidos estes pontos, pode-se partir para a conexão propriamente dita, o que é feito na tela de abertura. Tomemos como exemplo, uma conexão para um máquina que chamaremos de munster.inf.pucrs.br.

Como se pode ver, são preenchidos os campos "host name", "Protocol" e "Saved Sessions". No primeiro, é colocado o computador para o qual se deseja fazer a conexão. Já em "Protocol", define-se que deverá ser usado o SSH e não o Telnet (que vem por padrão). Finalmente, o PuTTY permite uma comodidade que é o salvamento dos dados da sessão. Graças a isso, não será necessário efetuar as alterações descritas mais que uma única vez. Para isso, basta fornecer-se um nome qualquer para a sessão (em geral utiliza-se o nome ou uma abreviatura do computador para onde está sendo efetuada a conexão) e clicar-se no botão Save. De acordo com o exemplo acima, surgirá então a seguinte tela:

Como se vê, agora existe uma sessão chamada munster, que contém todos os parâmetros anteriormente configurados. Para acessá-la, basta clicar sobre ela duas vezes com o botão esquerdo do mouse.

Para outros computadores, repete-se todo o procedimento descrito nos itens 3, 4 e 5.

  1. Ao conectar-se pela primeira vez num computador, via SSH, surgirá a seguinte tela:

Ela informa alguns dados relativamente ao servidor. Em geral, não é necessário preocupar-se com isso. Ao se clicar em Yes, estes dados são armazenados juntamente com os demais dados da sessão para este servidor, não sendo novamente solicitados no futuro.

  1. Após este último passo, deve surgir a tela mostrada na figura a seguir. Então, tudo passa a funcionar como numa sessão de telnet comum.

  1. Utilidades do PuTTY

Copiar / Colar

Uma dúvida que costuma aparecer aos novos usuários do PuTTY é a forma de usar o sistema Copiar / Colar ( Copy / Paste ). É um dos recursos mais úteis do Windows e a solução do PuTTY é das mais simples. Basta usar o mouse para marcar o texto que se deseja copiar (o que é feito normalmente, ou seja, arrastando-se o apontador do mouse com o botão esquerdo do mesmo pressionado) e a cópia para a área de transferência do Windows será feita automaticamente.

Então, onde estiver o cursor de texto (normalmente a última linha do terminal) basta clicar sobre o botão direito do mouse. Os dados marcados serão automaticamente colados, tantas vezes quantas for pressionado o botão direito do mouse.

Alterar configurações de uma sessão salva

Após a sessão ter sido salva, suas configurações podem ser alteradas a qualquer momento, bastando para isso clicar sobre ela e depois no botão Load. O procedimento pode ser visto na figura a seguir.

Depois que se clicar no botão Load, todos os dados anteriormente salvos para a máquina munster serão carregados e podem ser editados. Ao final das alterações, basta clicar em Save.

OBS: Caso não se deseje mais utilizar uma das máquinas, basta excluir sua sessão com o botão Delete.

Alterar configurações padrão

Além das configurações já salvas, pode-se também alterar as configurações padrões do próprio PuTTY, evitando que se tenha que trocar as mesmas coisas para todas as sessões que se for criando (o que acontece, por exemplo, com o número de linhas e colunas, cores, scrollback, versão do SSH, etc). Assim, ao invés de alterar as mesmas coisas para todas as sessões, pode-se alterar a configuração padrão e facilitar sobremaneira a adição futura das sessões.

Para fazer isso, basta modificar tudo que se deseja e depois clicar no item "Default Settings" seguido do pressionar do botão Save, como mostrado na figura abaixo.

A partir deste momento, cada nova sessão apresentará como opções padrões as que foram definidas ali, poupando muito trabalho manual.